Nasci em 27 de março de 1984, e nasci em berço evangélico, fui criado em um ambiente cristão. Meus pais desde cedo me instruíram no caminho no qual eu deveria trilhar, da maneira que a bíblia recomenda. Cresci ouvindo o Evangelho, ia à igreja, e era aluno assíduo da Escola Bíblica onde aprendi as historias da bíblia. Era aluno exemplar na escolinha bíblica, querido pelas tias e aluno de destaque. Desde cedo aprendi e conhecia bem as histórias bíblicas.
Quando fui crescendo, já na minha adolescência, comecei a me envolver com amizades escolares que não seriam proveitosas. É na adolescência, fase conhecida como a fase da rebeldia, que se buscam novos horizontes; é quando surge o interesse pela sensualidade, onde se despertam as primeiras paixões.
Nesta fase da vida, perdi o interesse pela escola bíblica. Passei a junto com “amigos”, assistir freqüentemente filmes pornográficos. Porém, continuava na igreja como se nada estivesse acontecendo, não queria contrariar meus pais. Levava uma vida ambígua; uma vida de aparência.
Como cristão era meu dever influenciar de maneira positiva as pessoas à minha volta, ser fonte de luz para elas. Não era isto o que acontecia, e sim, exatamente o contrário. Deixei-me envolver pelas más influências de meus colegas. Perante meus pais, assim como na igreja, comportava-se como crente, como um bom filho. Na escola, perante os colegas não dava o mínimo testemunho de cristão. Tanto que pouquíssimas pessoas sabiam que eu era evangélico. Pessoas que me conheciam do bairro onde morava, desde minha infância.
Eu desejava conhecer novos horizontes, ter novas experiências de vida, conhecer o desconhecido para mim, neste caso, os prazeres mundanos. Aos 18 anos de idade, cursando o terceiro ano do ensino médio, estava certo dia, indo ao colégio com um colega de classe em seu veículo. No caminho, antes de chegarmos, ele me convidou para irmos a um lugar, conhecido por meus colegas como “inferninho”, e sem relutar eu aceitei em ir ao “inferninho”, que nada mais era senão um cabaré.
Quando estávamos nesse “inferninho”, um local de pouca iluminação, com luzes coloridas, sentados em uma mesa, um colega pediu a cerveja que foi imediatamente servida. A principio relutei em tomar, mas logo cedi ao apelo do grupo de colegas. Tinha receio de chegar em casa com hálito de álcool, mas, seria “apenas” um copo.
Logo, uma garota de programa, começou a apresentar seu show de strip-tease em um minúsculo palco, no centro daquele cabaré. Assistindo àquela cena, ingeri o primeiro gole de cerveja, quando senti o Espírito Santo falar ao meu coração. É isto mesmo, eu sei que foi Ele. Ele me disse: “Você não deveria estar aqui. Este lugar não é pra você. Lembre que você é um crente”. No mesmo instante pensei: “Eu, crente? Ora essa, se eu fosse crente de verdade, não estaria aqui agora. Eu não sou um crente coisa nenhuma”.
Os dias foram se passando, terminei o ensino médio, e eu sempre vivendo uma vida de aparência. Mas, os olhos do Senhor, estavam sobre mim. Na igreja a mensagem pregada, era em quase todos os cultos, sobre a parábola do filho pródigo. Deus estava sempre a falar: “Não saia da Minha presença como o filho pródigo fez”. Era o grande amor de Deus para comigo. Mas parece que eu não queria ouvir.
Certo domingo, antes de ir ao culto, decidi: “Hoje, é a última vez que eu vou à igreja, não quero mais viver assim. Depois eu volto, afinal, não quero ir para o inferno”. Aquele domingo seria marcante em minha vida. A mensagem pregada era: a parábola do filho pródigo. E então eu pensei: “Este pastor só tem este esboço pra pregar, todas as vezes é sempre a mesma mensagem, já não tem mais graça”.
Em determinado momento da mensagem, Deus usou aquele pastor e ele falou: “Eu tenho dito pra você não sair da Minha presença, porém, você tem insistido. Quer sair? Vai teimoso, mas saiba: você vai, e lá, vai quebrar a sua cara, e depois vai voltar, e vai entrar por esta porta chorando, e Eu estarei de braços abertos te esperando”. Pensei: “O caso é sério mesmo, e eu não quero passar a vergonha de entrar aqui chorando quem sabe até bêbado e maltrapilho”.
Até aquele momento, eu estava disposto a apostatar a fé, a abandonar a tudo aquilo em que eu cria e havia aprendido durante a minha infância. Eu estava desistindo de Deus. Estava dizendo um basta pra Deus. Mas eu dou graças a Ele, pois, apesar de toda a minha rebeldia, Ele nunca desistiu de mim.


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