A adoração no Antigo Testamento era centrada num lugar específico. No deserto os judeus tinham sua vida religiosa em torno do Tabernáculo - Êx. 40.34-38, que era uma grande barraca na qual eram realizados os atos de adoração e, foi construído por Moisés por ordem do Senhor - Êx. 25.1,9.

   Tempos depois, o Tabernáculo foi substituído pelo Templo, que era um edifício, o qual estava localizado em Jerusalém. O Santo Templo era o Santuário por excelência do povo de Israel, onde não somente os israelitas como também os que não eram judeus, deveriam adorar somente ao Deus Único e Verdadeiro. Infelizmente, o Templo foi transformado, por reis idólatras, num local de muita idolatria. O templo media cerca de 27 metros de comprimento por 9 metros de largura e 13,5 metros de altura.
   A construção do primeiro Templo foi realizada por Salomão, e teve inicio quatrocentos e oitenta anos após a saída dos israelitas do Egito - 1Rs. 6.1, e levou-se sete anos para a construção. Os babilônios destruíram esse Templo em 586 a.C. mais ou menos - 2Rs. 25.8,9, e levaram o povo de Israel para o exílio. Sob a liderança de Zorobabel, o segundo Templo foi construído - Ed. 3.8. Teve inicio em 536 a.C. e terminou em 516 a.C. mais ou menos - Ed. 6.14,15. Por cerca de 500 anos esse Templo permaneceu em sua forma original até que sofreu uma reforma, feita por Herodes, o grande. Herodes ampliou e embelezou o Templo, começando seus trabalhos em 20 a.C. e consagrando-o dez anos depois.
   Muito embora em termos históricos e arquitetônicos o Templo de Herodes seja conhecido como o terceiro Templo, ele ainda é chamado de segundo Templo pelos judeus, porque a oferta dos sacrifícios não foi interrompida durante o período da reforma. E mesmo Herodes tendo dedicado o Templo em 10 a.C., os trabalhos na obra de reforma continuaram por mais 46 anos, após o seu início - Jo. 2.20. Jesus andou pelos pátios desse Templo.
   No ano 70 da nossa era, contrariando as ordens do general Tito, um soldado romano incendiou o Templo, que nunca mais foi reconstruído. Desde então, desprovidos do seu Santuário, os judeus não puderam mais oferecer a Deus os sacrifícios ordenados no Antigo Testamento. Apesar disto, com muito anelo, eles aguardam a reconstrução do Santo Templo em Jerusalém. No seu lugar está a mesquita de Al Acsa.
   Havia, no Antigo Testamento, também uma casa de oração, que era denominada de Sinagoga, que começou a existir provavelmente durante o período do cativeiro.
   No Antigo Testamento Jerusalém centralizava o culto a Deus, para lá subiam todas as tribos de Israel, para adorarem - Sl. 122.3,4. E somente os homens poderiam comparecer às três festas anuais “diante do Senhor” para lhe oferecer sacrifícios. Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o SENHOR, teu Deus, no lugar que escolher na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos; porém não aparecerá de mãos vazias perante o Senhor - Dt. 16.16.
   A adoração era centralizada no Sacerdote, que era da descendência de Arão, separado para servir como oficiante no culto realizado primeiro no Tabernáculo e depois no Templo. O Sacerdote era mediador entre Deus e o povo, oferecendo sacrifícios e orando em seu favor - Êx. 29; Lv. 21; 1Cr. 24. O povo durante o culto ficava na parte externa do Tabernáculo ou do Templo. No lugar santo, só entravam os Sacerdotes; e no santo dos santos, onde se achava a arca da aliança, só tinha acesso o sumo Sacerdote e, assim mesmo, apenas uma vez por ano - Hb.9.1-7.
   No culto do antigo testamento, havia sacrifícios de animais - Nm. 28 - como parte do culto de adoração. Os passos para apresentação de um sacrifício de animal eram os seguintes: O ofertante se purificava - Lv. 13-16; o ofertante levava o animal ao Senhor, ao altar, e o apresentava ao sacerdote - Lv. 17.1-9; o ofertante punha as mãos na cabeça do animal como sinal de que estava o dedicando a Deus - Lv. 1.4; o ofertante ou o sacerdote matava o animal, cortando as artérias do pescoço - Lv. 1.5; o sacerdote borrifava um pouco de sangue nos lados do altar - Lv. 1.5; o sacerdote tirava o couro que ficava para ele - Lv. 7.8; aí cortava o animal em pedaços e os colocava sobre a lenha do altar - Lv. 1.6-13; a carne era toda queimada, ou só uma parte dela, conforme o tipo de sacrifício - Lv. 3; 6.23; depois do sacrifício pacífico havia uma refeição comum em que o sacerdote e o ofertante comiam parte da carne do animal - Lv. 7.28-38.
   Em Levítico são descritos alguns tipos principais de sacrifícios e ofertas: Holocausto, em que o animal era completamente queimado no altar - 1.1-17; Sacrifício pacífico ou de paz - 3.1-17; das ofertas de paz havia três tipos: por gratidão a Deus - 7.12; para pagar voto ou promessa e a voluntária, que era trazida de livre e espontânea vontade - 7.16; Oferta pelo pecado, isto é, para tirar pecados - 6.24-30; e oferta pela culpa, isto é, para retirar a culpa - 7.1-10. Embora todo o ritual, no antigo testamento fosse símbolo do sacrifício de Cristo - Hb. 10.11,12, o lado cerimonial e ritualístico sempre acabava por prevalecer na vida dos israelitas, de modo marcante, sobre a essência verdadeira do culto instituído por Deus.
   No antigo testamento, havia um ministério regular de louvor, abrangendo cantores e músicos coletivamente - 1Cr. 25.1-7, que era exercido por uma parte dos levitas, que também ajudavam os sacerdotes nos serviços do Tabernáculo - Nm. 3.5-12 e, depois, do Templo - 2 Cr. 8.14.
   A maior parte do povo era composta de espectadores passivos, enquanto os sacerdotes e levitas representavam a nação de Israel diante de Deus nos cultos e nos rituais destes. Existia, porém, um papel que todo adorador do Antigo Testamento podia executar. Tratava-se, portanto, da adoração na forma de cânticos. Os sacrifícios expiatórios, bem como a presença de Deus no meio do povo, criavam um ardente desejo de adorar ao Senhor. E este desejo era satisfeito através dos cânticos entoados.
                                                                            M.D.
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